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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Lanterna Goiás facilitaria o trânsito da cerva na Serrinha

Sem molho, sem nenhum champignon, chefia! O futebolzinho apresentado pelos times goianos no Brasileiro 2010 só não está mais sem graça que cerimônia de posse de síndico. No domingo, o Goiás mostrou que está a fim mesmo é de fazer a alegria da rapaziada, levando uma virada daquelas para os ‘gandulas’ do Inter.

Sorte do torcedor esmeraldino que a partida no Serra foi realizada com portões fechados. Bem, pelo menos é o que parecia. Ainda ‘PIRULITARAM’ por ali cerca de 3 mil pessoas que teimaram em ver o jogo. Se continuar assim, seria muito mais esquema voltar os jogos para a Serrinha. Pelo menos facilitaria um pouco a vida do ‘brother’ da cerveja, que no domingo precisava atravessar quase metade da arquibancada para ir de um cliente a outro.

Paraíba e vaselina
Agora, ‘malandrinho’ esse São Paulo na troca de Fernandão por R$ 800 mil e, de ‘lambuja’, um Carlinhos Paraíba todo ‘pitimbado’, para o Verdão. Passaram uma VASELINA cabulosa no Paraíba e acharam que o Goiás ia levar essa sem nem GEMER. Sei! Tão achando que pelas bandas ‘do Goiás’ não tem médico especializado, né ‘bambino’?
Além disso, não é que Fernandão mostrou, já no primeiro jogo pelo tricolor que não esqueceu como é que se joga bola, como muita gente pensava? Tá certo que do outro lado não era uma Canedense, o timaço do Tacão ou mesmo o glorioso MORRINHOS. Era um Cruzeiro, humilde, bem mais fácil de colocar na roda.

Se o EMBRÓGLIO de ser novamente MIGUELADO pelo São Paulo já era vexatório suficiente, pior agora ficar exposto que também jogador nenhum quer vir parar nesse time do Goiás, sob a batuta do Leão. Pergunte aí ao Marcelinho Paraíba ou ao Léo Lima? Para o Periquito, vai sobrar, assim, contratar só os caras do ‘showbol’. Pega logo o Djalminha aí, Leão! Aposto que ele, mesmo QUARENTÂO e arrastando em campo joga bem mais do que qualquer uma dessas trincas de volantes.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Furando a Retranca (publicada dia 08/12 no Jornal Daqui)

GOIÁS FECHA BRASILEIRÃO COM GOSTO
DE SOPINHA DE HOSPITAL


Tem gente que reclama à toa demais falando que não existe coisa mais sem graça do que a última rodada do Brasileirão para quem torce pelo Goiás. Tá certo que o Verdão não concorria a nada, tava ali tranquilo na 9ª posição, dé férias já e cozinhando o jogo com o Vitória no ‘banho-maria’. Enfim, um jogo mais sem sal do que namoro com Sandy – passeio no shopping, só a mãozinha dada... e nada mais. Mas o torcedor esmeraldino, muito além da lamentação, precisa mesmo é valorizar o lado positivo disso: poder aproveitar o domingão para outros fins enquanto a moçada dos outros times, no ‘descabelo’, amplia a entrada lustrosa da careca.

Passeios com a fêmea
Para o torcedor esmeraldino, a rodada final do Brasileirão passa longe do desespero em frente à TV. Nada de se afogar no torresmo e na ‘breja’ para controlar os nervos. Foi um domingo zen, mais para monge budista do que torcedor. Bom para liquidar logo aquela visita que estava devendo para a família da fêmea. Melhor ainda se o cunhado ‘xarope’ for um Palmeirense doente. Coitado! Se sentindo o pior dos infelizes depois da derrocada do time, que nem beliscou uma vaga na Libertadores.
Já o esmeraldino segue ali, tranquilo como o Jeca criado por Mazzaropi, vez ou outra pescando mansamente os resultados dos jogos. Perdendo ou ganhando, tá beleza, o final de semana não está comprometido. Se quiser ainda pode aproveitar para tirar sarro com o bando de flamenguistas que topar pelo caminho, pelo ‘hexa(Penta)campeonato’.

Depois do mel, a faca
Diretoria atleticana já foi ao Rio procurar reforços, e com razão. Não vai achando que o elenco aí será capaz de fazer milagre na Série A. É como segue a ordem das coisas: cada um prova o gostinho do mel, e depois a faca.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Furando a Retranca(publicada dia 10/11 no Jornal Daqui)

CLIMA DE FINADOS NO VERDÃO COMOVE RIVAIS
O encerramento do Brasileirão 2009 se aproxima com o maior clima de Finados no Verdão. E com direito inclusive a epitáfio pronto: “Um dia eu acreditei na 'Estrela Dourada', e até pedi uma de presente ao Papai Noel”. O bode amarrado ali na Serrinha pesou tanto o ambiente que até torcidas adversárias locais – vilanovenses e atleticanos – que não perdem a chance de tirar um sarro com o Periquito, desta vez estão até segurando a piada na ponta da língua venenosa. ”Gozação tem limite, vamos respeitar aí a dor dos aflitos”, diz em tom de luto um torcedor do Tigrão, que agora está mais aliviado, tranquilão. Não só pelo fato do time escapar do rebaixamento, mas sobretudo porque não precisa mais ficar fazendo conta dos números do colorado. Dá muita dor de cabeça.


A TAL DA CRISE
Onda errada assim no Goiás só pode ser mesmo a tal crise técnica, tática e psicológica, definida pelo treinador Hélio dos Anjos. Mas só é possível entender o que isso tudo significa quando você vê a cara do Hélio – sofrendo mais que um porco-espinho dando a luz – quando um dos jogadores do time teima em ser expulso. Acho que está na hora dele usar a arma secreta que tem ali no banco. Já que tem jogador fazendo corpo-mole, correndo pra não chegar, calça logo as chuteira no Bebeto, o massagista mais veloz do Brasil, e coloca o cara em campo que resolve

GERIATRIA ALIVIADA
O Atlético, por sua vez, conseguiu com a goleada sobre o Guarani acalmar um pouco a turma do amendoim rubronegro. Isso porque não existe torcida mais exigente do que a ala geriátrica do Dragão. Pessoal com nervos exaltados, que em todo o jogo arrisca até mesmo sofrer um ataque cardíaco pelo Dragão. Vitória só não serve, tem que dar show!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Furando a Retranca

Dragão caça briga e chama irmão mais velho


Sem uma ‘benga’ imponentemente necessária para lotar o Serra Dourada no sabadão, o Atlético de Regatas Flamengo pediu socorro, igual moleque que caça briga e depois chama o irmão mais velho. E não é que a tática deu certo. Uma massa flamenguista estrondosa lotou o estádio e por muito pouco, tomados por um inconsciente coletivo, quase começaram a entoar coisas do tipo: "O Imperadoorr Voltoouuu!!". Já o torcedor atleticano, ao se ver cercado de tanta gente na torcida, estava em êxtase delirante, achando uma maravilha até mesmo as filas que se formavam no banheiro - coisa nunca dantes vista nos jogos do Atlético.


A Batalha do Serra


Em campo, o Dragão não fez feio não. Depois de levar a metida de mão e também de pé do árbitro, o jogo passou então a tomar ares históricos. Dois a menos em campo, placar empatado em 2 a 2 e ainda com o goleiro Márcio pegando pênalti de Carlos Alberto, na partida que também pode ser chamada, a partir de então, de "A Batalha do Serra". Se um empate por 0 a 0 com a Argentina na Copa de 78, com botinadas de sobra, pôde receber tal alcunha, não vejo por quê também não revestir de grandiosidade a peleja travada sábado nos gramados goianos. Grandioso também foi a quantidade de papel picado e serpentina jogados pela torcida rubronegra, comprovando que a parceria com o patrocinador Linknet tem lá suas vantagens.

Tia Fia na mira de Hélio dos Anjos


Agora, no Brasileirão, quando finalmente a cobra fuma, a giripoca pia, a onça bebe e a porca torce o rabo, o Periquito começa a tremer nas bases. Contra um Coxa Branca desfalcado - que nem chega a ser mebro superior do corpo - o time entra em campo, em casa, com aquela retranca toda? Hélio dos Anjos só pode estar querendo mesmo é matar do desgosto a emblemática esmeraldina Tia Fia, que mesmo hoje, beirando ali os 80 anos, deve conseguir correr mais que o lateral Vitor.


O glorioso ressurge


Pausa poética, no entanto, para os acontecimentos que paralisaram o tempo global durante os 90 minutos em que a bola rolou, na segunda-feira, no Estádio João Vilela – também conhecido como “La Bombonera Goiana”. O alicerce insubstituível que desde 1997 alijava o Campeonato Goiano com sua ausência, volta a se reerguer. O futebol morrinhense está de volta à 1ª Divisão. Emoldurado em sua última e quiçá definitiva apresentação na Divisão de Acesso pela santíssima trindade, constituída por Givanildo, Da Silva e Chocolate - autores dos três gols da vitória sobre o Itauçu, por 3 a 1. O resto, como dizia aquele inglezinho, é silêncio.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Furando a Retranca (publicada dia 18/08/09)

Verdão lança moda com tática ‘menos um'

No fechamento do primeiro turno do Brasileiro, o Verdão impôs moral e, além de quase matar do coração os cachorros da Vila Lobó, com o foguetório antes e depois da partida, andou assustando também os outros times com um esquema tático nunca dantes aplicado no futebol. Nada de 3-6-1 ou qualquer teorema confuso vindo da prancheta dos professores. A armação esmeraldina está inovando mesmo é na formação batizada de ‘menos um’. Em todo jogo um jogador, escolhido aleatoriamente, dá um jeito de ser expulso. O time então aparenta sentir o golpe, ficar fragilizado, mas tudo faz parte da tática de surpreender o rival - que assanhado lança-se desesperadamente ao ataque. Coisa de gênio viu! No domingo, foi a vez de Ramalho – de novo ele – cumprir o papel de desfalque. O volante precisou de 43 minutos para ser mandado embora. E olha que o cara ainda vinha se recuperando de uma costela quebrada, por isso a demora.

Sorrisão 0 km

Agora, se engana quem pensa que no Vila Nova não tenha um caboco com motivo para rir satisfeito da vida. Não é que o grande Delssôn, que é uma figura emblemática ali no clube tal qual Nega Brechó e responsável por cuidar com carinho do gramado do OBA, tá com dentadura nova e tratamento odontológico. Tudo presente do jogador Cocito. Em 15º na tabela e perto da faixa de degola, só tá faltando mesmo é o Tigrão dar algum motivo para que o Delssôn possa estrear o novo sorrisão charmoso.

Liderança é pouco

Mas o que realmente não entra na cabeça de muita gente é o que a torcida do Atlético anda querendo? Alguém fala aí! O time tá lá na ponta, deixando para trás Vasco, Portuguesa e o escabau, e ainda assim toma vaia da torcida. Como assim? O que alivia um pouco os jogadores é que a tal ‘massa’ rubronegra peleja mas não consegue colocar nem 4 mil neguim no Serra.